Na segunda, 16, a General Motors voltou a produzir o Chevrolet Onix em Gravataí (RS), depois de quase quatro meses. O hatch, que liderou o mercado brasileiro nos últimos seis anos, sumiu do top dez em alguns momentos de 2021 e desesperou a rede concessionária que viu seus volumes de negócios despencar.
Mas o que seria boa notícia aos revendedores Chevrolet logo foi ofuscada pelas informações que começaram a chegar do outro lado do mundo: nova onda de covid-19 na Ásia está fazendo com que a já limitada produção de semicondutores fique ainda mais escassa.
Países como Japão, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Malásia ampliaram as restrições de circulação para conter a variante delta, que tem se espalhado em um ritmo veloz na região.
Assim, fábricas deixaram de produzir – e não apenas as de chips, mas de veículos e outros componentes.
A Toyota já anunciou que sua produção em setembro será 40% menor. O corte em catorze fábricas equivale a 360 mil carros, dos quais 140 mil em fábricas japonesas. Os demais nos Estados
Unidos, China, Europa e em outros países asiáticos. A Volkswagen admitiu que poderá ser obrigada a tomar decisão parecida.
Sabemos as consequências disso: quando uma borboleta bate as asas do outro lado do mundo é preciso acender o sinal de alerta porque um furacão pode chegar por aqui. As já constantes
paradas nas linhas nacionais por escassez de peças tendem a ficar mais intensas. A prioridade nessa crise da crise dos semicondutores não será o Brasil porque nas contas das montadoras, produtos que entregam margens de lucro mais interessantes em outros mercados estão mais cotados a receber os chips.
As próximas semanas serão decisivas para avaliar o impacto das restrições de produção na Ásia. Por cautela a Volkswagen já protocolou pedido de férias coletivas, mais uma, em
Taubaté (SP), para o fim do mês. É a tempestade que se aproxima?

Fonte: uol.com.br/carros

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